Era mais uma cena da minha vida. Havia algumas pessoas. Eu era o coadjuvante da minha própria história. Não,não. Eu era o figurante, o bêbado no canto,apenas observando as coisas. Tão vazio e vago. Todos pareciam atordoados tentando obedecer algum roteirista desconhecido. Devia ser mais um pervertido, masturbador de mentes.
Encarei firmemente um dos personagens que tomava meu destino. Eram olhos verdes e apagados,vazios. Talvez fora parte de algum farol convidativo. SIGA EM FRENTE, dizia o farol. Agora era de um verde velho,como de uma garrafa de cereja estilhaçada em alguma briga de um bar de quinta categoria. Provavelmente em uma briga entre a vida e a morte.
Continuei fitando os olhos verde-cansaço. Por um momento pensei em lutar. Levantei,cambaleei,cheguei perto daquele invador de caminhos.
-Olha, você me fez uma pedra na minha própria trilha, eu disse.
Pode continuar. Não quero minha vida mesmo. Mesmo.
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
O Ponto que chegamos é o ponto final
Bem que teu ídolo alertou minha ira
A mão que afaga agora aponta e atira
Esse sangue que corre um dia foi santo
Hoje tão trêmulo, esquálido espanto
Eu avisei: o amor nos separaria
Tenho essa marca crava no peito
Pensar que o destino se atreveria
Manchar minha boca, queimar o teu leito
Para de achar que tudo é ferro e guerra
Se nem ao menos lembro tua existência
Minha alma segue,te esquece e enterra
Pra viver sem rastro dessa tua demência
Meu amor, que será de nós?
Paira surda e doente sem voz
Minha alma apaga tua memória
Esquece essa piada que foi nossa história
A mão que afaga agora aponta e atira
Esse sangue que corre um dia foi santo
Hoje tão trêmulo, esquálido espanto
Eu avisei: o amor nos separaria
Tenho essa marca crava no peito
Pensar que o destino se atreveria
Manchar minha boca, queimar o teu leito
Para de achar que tudo é ferro e guerra
Se nem ao menos lembro tua existência
Minha alma segue,te esquece e enterra
Pra viver sem rastro dessa tua demência
Meu amor, que será de nós?
Paira surda e doente sem voz
Minha alma apaga tua memória
Esquece essa piada que foi nossa história
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