terça-feira, 24 de julho de 2012

Amores da vida- M



ouço meu nome na sua voz que nunca ouvi
paixao,me chama desse relento
me perco nos teus inventos que jamais
pude tocar ou ter em minha pele

escreve teu destino em mim
o tempo nao mudou nada
vivo,morto,alma cansada
se espalha como virus sem fim

ja faz alguns dias e voce se foi
e esse meu ultimo vicio vem dizer
do desperdicio de tentar esquecer
meu antigo suplicio de pensar em ti


vou me distrair,tomar uns goles e sumir
mas nada me afasta do nada que existe
sobre essa distancia de nao entender
essa ansia das tentativas de te esquecer

nao tente nao tentar me entender
ou vou ser perdido como um ser
jogado na inexistencia de um abrigo
que só teus braços me tirariam do perigo

só me resta um pouco do remédio
para um louco entre caos e tédio
vou quebrar seus ossos se não me salvar
desses destroços do que há entre nós

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E depois de música,há o motivo: