quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Morrer e gozar

Ela estava parada diante de mim. Poderia ser mais uma gorda vadia de quinta categoria. Se vestia como se não importasse com homens que talvez adorariam lhe penetrar de maneira vulgar e muito menos com os que a criticariam pelo peso em excesso distribuido em curtas e ousadas roupas obscuras.
Eu estava escondida em minha velha jaqueta preta e parada com um igarro barato na boca. Senti ódio,rancor,dor por saber quem era aquela vagabunda roliça. A prensei na parede em um ímpeto que poderia durar toda a minha vida. Olhar demente e cansado de alguém que já sentiu a maior dor e a maior alegria. Eu via e não havia sentido naquele brilho opaco dos olhos escuros. Beijei seus delicados lábios e senti o gosto da perdição, dos medos do mundo. Ela carregava o mundo em suas costas. As mesmas costelas que arranhei com orgulho e ódio. Ela queria dizer algo mas não conseguia,afinal era calada por ter as cordas vocais cortadas na infância. Ela nunca pode gritar e apenas arfava doentemente quando lhe pisavam na cabeça, quando eu mordia os seios grandes,carnudos e sensíveis.
Finalmente ela reagiu me apalpando e abrindo as pernas enquanto eu enfiava meus dedos na vulva quente e carnuda. Eu odiava aquela garota mas queria penetrar nela,na alma,no corpo,nas vísceras. Os movimentos insentificavam e ela abria a boca,abri as pernas, se sacudia,tremia como um galho fraco ao vento. Eu não parava de mexer os dedos e morder o frágil pescoço. Eu morreria naquilo,ela morreria ali.
Por um instante ela parou e tentou mexer os lábios para dizer algo. A beijei e senti gosto de sangue. Ela mexeu novamente os lábios e pude entender algo como "Morrerei em você". Um braço meu pelo pescoço dela, um dedo no clitóris dela, um grito silencioso e quando tudo estava prestes a acabar em prazer e dor,eu cai. Cai,levantei e ela não estava mais lá. Minhas unhas estavam parecidas com as dela e então entendi que ela existia em mim. Acendi um cigarro, me apoiei nos próprios ombros e chorei.

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E depois de música,há o motivo: